terça-feira, 25 de março de 2014

Estimativas do Ministério da Saúde indicam um possível crescimento do câncer colorretal entre a população brasileira. 

A "Estimativa 2014 - Incidência de câncer no Brasil", lançada pelo Ministério e pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), que 17.530 mulheres serão afetadas, superando, pela primeira vez, o número de casos de câncer do colo do útero, e ficando atrás, apenas, dos tumores de mama e de pele não melanoma.

Entre os homens, a estimativa é de 15.070 novos casos. Contudo, as taxas de cânceres de pele, próstata e pulmão tenderão a crescer neste grupo. 

Considerando que o de pele raramente é letal, o quadro muda. No total, com todos os tipos da doença, são previstos 576.580 novos casos.

O Ministério da Saúde informou que ouvirá especialistas para traçar medidas de rastreamento e diagnóstico do câncer colorretal, o que incluirá o aumento dos exames de fezes para verificar a presença de sangue.

O exame mais apurado, a colonoscopia, reconhece a lesão e, quando esse pólipo benigno é retirado do intestino, pode eliminar o risco da doença. 

Para os médicos, em função da incidência da doença, um rastreamento populacional com a pesquisa de sangue oculto (exame imunológico) é mais do que urgente.

Especialistas explicam que, sempre que possível, recomenda-se a realização da colonoscopia, o que, em pacientes sem risco genético para a doença, deve ser feita após os 50 anos. 

Em pessoas com histórico familiar da doença, o exame pode ser realizado antes dessa idade.

Colonoscopia (código da AMB 4.02.01.08-2)

O que é o exame: consiste na introdução de um tubo flexível, com cerca de 1 metro de comprimento e 1 cm de diâmetro, com uma câmera na ponta (endoscópio) pelo orifício anal. O cólon (intestino grosso) e o íleo terminal (final do intestino delgado) são então visualizados através de um monitor, e as imagens são fotografadas e gravadas em uma fita.

Para que serve: a colonoscopia pode ser realizada para obtenção de amostra de tecido para biópsia; para avaliar anemia não explicada; para avaliar presença não explicada de sangue nas fezes, diarréia persistente dor abdominal ou anormalidades (como pólipos) detectadas ao raio X; para determinar o tipo e extensão de doença inflamatória intestinal; e para acompanhamento de um achado prévio de pólipo, câncer de cólon, ou uma história familiar de câncer de cólon. Achados anormais que podem ser percebidos ao exame são: sangramento gastrointestinal, pólipos, tumores, doença inflamatória intestinal e diverticulose. Os pólipos podem ser removidos durante a colonoscopia.

Instruções para a realização do exame: na véspera do exame, a alimentação deve ser feita com dieta líqüida e deve-se usar um laxativo. No dia do exame, no hospital, o pacientes recebe um medicamento para limpeza intestinal.

- Os medicamentos em uso devem ser informados ao médico.

- Antes do exame, o paciente recebe, por via intravenosa, um sedativo e um analgésico para relaxar e tranqüilizar.

- O paciente deve assinar um termo de consentimento para realização do exame.

Riscos: são pequenos se a colonoscopia é realizada por um profissional experiente. As possíveis complicações incluem: perfuração intestinal, sangramento, reações adversas à medicação sedativa (problemas respiratórios ou hipotensão), infecção, náusea, vômito e irritação retal causada por medicação oral que faz a limpeza intestinal.

Figura 1: Colonoscopia - Adenocarcinoma de sigmóide



Figura 2: Colonoscopia – Apendicite de coto apendicular



Figura 3: Colonoscopia – Cólon transverso normal



Figura 4: Colonoscopia – Divertículo de cólon direito



Figura 5: Colonoscopia - Doença de Crohn com estenose da anastomose íleo-cólica



Figura 6: Colonoscopia – Íleo normal



Figura 7: Colonoscopia - Imagem após ressecção de tumor viloso de reto



Figura 8: Colonoscopia – Pólipo de sigmóide



Figura 9: Colonoscopia - Tumor viloso recidivado de reto



Figura 10: Colonoscopia - Válvula ileocecal normal



Fonte: SPS Comunicação.

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Pesquisas traz novidades e esperança aos portadores de Leucemia.


Nova técnica desenvolvida no Hospital Infantil da Filadélfia e na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos traz esperança aos portadores de leucemia. Quase 90% dos pacientes, adultos e crianças, que foram submetidas ao tratamento experimental não apresentaram mais os sintomas do câncer.

A terapia celular personalizada foi testada em pacientes que não responderam ao tratamento convencional e nem ao transplante de medula óssea, e consiste na reprogramação do sistema imunológico dos pacientes com leucemia linfoblástica aguda (LLA).


Nos testes, as células T (que atacam a leucemia) foram configuradas com técnicas de bioengenharia, e 24 dos 27 pacientes (89%) apresentaram respostas completas no prazo de 28 dias após o tratamento.

Para os pesquisadores, os resultados servem como um marco importante para demonstrar o potencial da técnica em pacientes sem outras opções terapêuticas, incluindo aqueles que apresentam recaída após o transplante de medula.

Todos os pacientes envolvidos no estudo apresentavam LLA de alto risco, que havia retornado após o tratamento inicial ou que resistiu ao tratamento desde o início. Eles receberam células T chamadas células CTL019, que foram adaptadas por bioengenharia para se tornar o que os cientistas chamam de "células caçadoras".


Durante o acompanhamento, foram relatadas seis recaídas entre os 24 pacientes que tiveram respostas completas no início do tratamento com as células CTL019. No final, 18 dos 24 pacientes tiveram respostas completas em um seguimento médio de 2,6 meses após o tratamento.

Os pesquisadores continuam acompanhando os pacientes para avaliar a eficácia da técnica a longo prazo.

Técnicas desenvolvidas na pesquisa do genoma têm melhorado a capacidade de predizer as taxas de sucesso no tratamento de uma forma específica de leucemia, a leucemia mielóide aguda, e facilitado no desenvolvimento de novas terapias, segundo especialistas que participaram, neste mês, do Congresso da Associação Européia de Hematologia.


A leucemia mielóide aguda é o tipo mais comum de leucemia, atingindo cerca de 3,8 pessoas a cada 100 mil. 

A incidência da doença aumenta muito com a idade, passando para quase 18 casos por 100 mil em pessoas com mais de 65 anos. 

E a média de idade no diagnóstico é de 70 anos, para essa doença, que, se não for tratada, pode levar rapidamente à morte como resultado de infecções graves ou hemorragia.

Os especialistas reconhecem as anormalidades cromossômicas identificadas nas células com leucemia como o mais importante fator para predizer a resposta do paciente à quimioterapia e as taxas de cura. 

Para o especialista Hartmut Döhner, da Universidade de Ulm, na Alemanha "nos anos recentes, a identificação de alterações genéticas moleculares tem avançado bastante nossa (dos especialistas) compreensão de como a leucemia se desenvolve".

Com isso, as técnicas genômicas estão em evidência no diagnóstico e tratamento da leucemia mielóide aguda. 

"Ao tirar vantagem de novas técnicas genômicas, um grande número de mutações genéticas ou marcadores moleculares têm sido descobertos, o que agora nos permite desvendar a enorme heterogeneidade biológica e clínica da doença", disse o especialista, em release publicado no site da Associação Européia de Hematologia.

E, segundo Döhner, esses avanços têm um grande valor, principalmente para 40% dos casos de leucemia mielóide aguda que não apresentam anormalidades cromossômicas vivíveis nos microscópio. 

"Alguns marcadores têm valor preditivo, de forma que nos permite selecionar diferentes tipos de terapias".

"Finalmente, uma melhor compreensão das bases moleculares, agora, prepara o caminho para o desenvolvimento de novas terapias genéticas específicas e direcionadas a estes defeitos", completou Döhner.

Fonte: Congress of the European Hematology Association; News release. 

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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

HIPERTENSÃO ARTERIAL: Crise Hipertensiva

Crise hipertensiva é a elevação, repentina, rápida, severa, inapropriada e sintomática da pressão arterial, em pessoa normotenso ou hipertensa. 

Os órgãos alvo da crise hipertensiva são: os olhos, rins, coração e cérebro.

A crise hipertensiva apresenta sinais e sintomas agudos de intensidade severa e grave com possibilidades de deterioração rápida dos órgãos alvo. 

Pode haver risco de vida potencial e imediato, pois os níveis tensionais estarão muito elevados, superiores a 110 mmHg de pressão arterial diastólica ou mínima.

Como se desenvolve? 

A pressão arterial (PA) é igual ao volume de sangue (VS) que sai do coração vezes a resistência periférica que ele encontra ao circular pelo nosso organismo (PA= VS x RP).

O volume de sangue que sai do coração não sofre grandes influências, a não ser em casos especiais de falência do órgão ou excesso de volume sangüíneo circulante. 

Assim, a maioria dos casos de hipertensão ocorre por alteração da resistência periférica.

O aumento repentino da resistência periférica ocorre pela falta de regulação neurodinâmica dos mecanismos que regulam a pressão arterial.

As situações patológicas que atuam sobre a resistência periférica podem ter inúmeras origens:
  
neurológicas, vasculares, medicamentosas, drogas e secreção excessiva ou inapropriada de hormônios.

O que se sente? 

A crise hipertensiva inicia repentinamente e a pessoa pode apresentar:
  
sensação de mal-estar

ansiedade e agitação

cefaléia severa

tontura

borramento da visão

dor no peito

tosse e falta de ar

A crise é acompanhada de sinais e sintomas em outros órgãos.

No rim, surge hematúria, proteinúria e edema.

No sistema cardiovascular, falta de ar, dor no peito, angina, infarto, arritmias e edema agudo de pulmão.

No sistema nervoso, acidente vascular do tipo isquêmico ou hemorrágico, com convulsões, dificuldade da fala e da movimentação.

Na visão, borramento, hemorragias e edema de fundo de olho.

Como se faz o diagnóstico? 

O paciente normotenso ou hipertenso que apresente agudamente os sintomas descritos acima é interrogado e examinado pelo médico, que verifica os níveis tensionais e os encontra muito elevados, acima de 110 mmHg de pressão arterial mínima, com sinais e sintomas próprios da crise hipertensiva e sinais de deterioração rápida de vários órgãos.

Muitas vezes, os pacientes têm pseudocrises hipertensivas. Esses pacientes, apesar de níveis elevados de pressão arterial, não têm evidências de deterioração rápida dos órgãos alvo e nem risco de vida.

Na revisão clínica, eles compõem um grupo de hipertensos que teve sua pressão arterial elevada por eventos extras, como crises dolorosas ou emocionais, pós-operatórios imediatos, pânico ou cefaléias severas. 

Quase sempre são hipertensos mal-tratados ou que abandonaram os medicamentos. Tais pacientes não devem ser confundidos com aqueles que têm uma verdadeira crise hipertensiva.

Urgências 

As principais urgências que podem redundar em crise hipertensiva são:

hipertensão arterial associada a aneurisma dissecante da aorta

encefalopatia hipertensiva

acidente vascular cerebral de qualquer origem isquêmica ou hemorrágica

nefrites agudas

trauma operatório de cirurgia cardíaca, vascular, neurológica ou de tumores de supra-renal

crise de rebote pela suspensão abrupta de certos medicamentos anti-hipertensivos de uso contínuo (clonidina)

na gestação complicada pré-eclâmptica ou eclâmptica

consumo excessivo de estimulantes, como anfetaminas, cocaína, medicamentos para resfriados que contenham vasoconstritores (descongestionantes nasais)

uso excessivo de corticóides ou produção aumentada por tumores da supra-renal e excepcionalmente, em alguns casos, pelo uso de anticoncepcionais

feocromocetoma

por alterações vasculares renais agudas em pacientes ateroscleróticos, com piora da hipertensão renovascular.

Tratamento 

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) acompanhada de grande e repentina elevação da pressão arterial requer que os pacientes sejam protegidos de lesão dos órgãos alvo: olhos, rins, coração e cérebro.

Os níveis de pressão arterial devem ser imediatamente diminuídos com medicações especiais orais e intravenosas, usadas pelos médicos sob controle rigoroso em unidades de tratamento intensivo.

A internação com sucesso evita danos severos e lesões irreversíveis que podem levar o paciente ao óbito, como infarto agudo, edema agudo de pulmão, encefalopatia hipertensiva e acidentes vasculares cerebrais isquêmicos ou hemorrágicos graves.

A intervenção deve ser de intensidade correspondente à gravidade da crise para evitar as complicações e também para impedir que a hipertensão se torne acelerada ou "maligna".

Há alguns casos em que a pressão arterial elevada não é uma crise hipertensiva e, nesta situação, o tratamento pode ser feito rotineiramente pelo médico.

Entretanto, a verdadeira crise hipertensiva requer hospitalização, atendimento intensivo e imediato com medicações e cuidados especiais, quase sempre do gênero de vasodilatadores potentes que diminuam bastante a resistência periférica alterada.




Fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?242#ixzz2pMJplFrT

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SEGUE - NOS


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Coração: Infarto Agudo do Miocárdio Parte I e II

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