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terça-feira, 25 de março de 2014

Dez dicas para prevenir o câncer


O câncer é uma doença que, anualmente, mata milhares de brasileiros. 

Contudo, a grande maioria dos tumores pode ser evitada através da adoção de hábitos de vida saudáveis e atenção à saúde. Confira dez dicas de como se prevenir do câncer:

1ª – Evite o tabagismo. O cigarro libera cerca de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas que são inaladas pelos fumantes e não fumantes.

2ª – Alimentação saudável é fundamental. Mantenha uma dieta rica em frutas, legumes, grãos e cereais integrais, leite e derivados desnatados, queijo branco, e evitar alimentos industrializados, gordurosos, enlatados ou excesso de sal.

3ª – Faça atividade física. Apenas 30 minutos de atividade física, leve ou moderada, já ajudam a reduzir o risco de desenvolvimento de câncer. 

Pequenas mudanças, como trocar o elevador pelas escadas, levar o cachorro para passear, cuidar do jardim, caminhar, dançar e fazer atividades domésticas são boas maneiras de começar a se movimentar.

4ª – Homens entre 50 e 70 anos devem ser orientados sobre a necessidade de investigar o risco de câncer de próstata, especialmente se tiverem histórico familiar da doença.

5ª – Mulheres com idade entre 25 e 59 anos devem realizar o exame preventivo ginecológico (papanicolau) anualmente. Essa é a melhor forma de identificar precocemente o risco de câncer do colo do útero.

6ª – O exame clínico das mamas, através da mamografia ou ultrassonografia, deve ser realizado anualmente por mulheres com mais de 40 anos. 

Pessoas que têm casos de câncer de mama na família devem começar a triagem a partir dos 35 anos.

7º – Bebidas alcoólicas devem ser evitadas, ou, no mínimo, ter seu consumo limitado. Homens não devem ingerir mais do que duas doses diário, enquanto que as mulheres não devem ultrapassar uma dose, o que corresponde a um copo de cerveja ou a uma taça de vinho.

8ª – Pessoas com 50 anos ou mais devem realizar, anualmente, o exame para detecção de sangue oculto nas fezes.

9ª – É fundamental proteger-se do sol. Evite a exposição prolongada entre às 10h e 16h, e use sempre proteção adequada: chapéu, barracas, protetores solares e óculos escuros.

10ª – Cuidar dos dentes também é uma forma de prevenir o câncer. 

A higienização correta dos dentes e da língua, através do uso de fio dental e da escovação, bem como consultar um dentista regularmente ajudam na prevenção de tumores na boca e garganta.

Fonte: Instituto Nacional do Câncer (INCA)


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Estimativas do Ministério da Saúde indicam um possível crescimento do câncer colorretal entre a população brasileira. 

A "Estimativa 2014 - Incidência de câncer no Brasil", lançada pelo Ministério e pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), que 17.530 mulheres serão afetadas, superando, pela primeira vez, o número de casos de câncer do colo do útero, e ficando atrás, apenas, dos tumores de mama e de pele não melanoma.

Entre os homens, a estimativa é de 15.070 novos casos. Contudo, as taxas de cânceres de pele, próstata e pulmão tenderão a crescer neste grupo. 

Considerando que o de pele raramente é letal, o quadro muda. No total, com todos os tipos da doença, são previstos 576.580 novos casos.

O Ministério da Saúde informou que ouvirá especialistas para traçar medidas de rastreamento e diagnóstico do câncer colorretal, o que incluirá o aumento dos exames de fezes para verificar a presença de sangue.

O exame mais apurado, a colonoscopia, reconhece a lesão e, quando esse pólipo benigno é retirado do intestino, pode eliminar o risco da doença. 

Para os médicos, em função da incidência da doença, um rastreamento populacional com a pesquisa de sangue oculto (exame imunológico) é mais do que urgente.

Especialistas explicam que, sempre que possível, recomenda-se a realização da colonoscopia, o que, em pacientes sem risco genético para a doença, deve ser feita após os 50 anos. 

Em pessoas com histórico familiar da doença, o exame pode ser realizado antes dessa idade.

Colonoscopia (código da AMB 4.02.01.08-2)

O que é o exame: consiste na introdução de um tubo flexível, com cerca de 1 metro de comprimento e 1 cm de diâmetro, com uma câmera na ponta (endoscópio) pelo orifício anal. O cólon (intestino grosso) e o íleo terminal (final do intestino delgado) são então visualizados através de um monitor, e as imagens são fotografadas e gravadas em uma fita.

Para que serve: a colonoscopia pode ser realizada para obtenção de amostra de tecido para biópsia; para avaliar anemia não explicada; para avaliar presença não explicada de sangue nas fezes, diarréia persistente dor abdominal ou anormalidades (como pólipos) detectadas ao raio X; para determinar o tipo e extensão de doença inflamatória intestinal; e para acompanhamento de um achado prévio de pólipo, câncer de cólon, ou uma história familiar de câncer de cólon. Achados anormais que podem ser percebidos ao exame são: sangramento gastrointestinal, pólipos, tumores, doença inflamatória intestinal e diverticulose. Os pólipos podem ser removidos durante a colonoscopia.

Instruções para a realização do exame: na véspera do exame, a alimentação deve ser feita com dieta líqüida e deve-se usar um laxativo. No dia do exame, no hospital, o pacientes recebe um medicamento para limpeza intestinal.

- Os medicamentos em uso devem ser informados ao médico.

- Antes do exame, o paciente recebe, por via intravenosa, um sedativo e um analgésico para relaxar e tranqüilizar.

- O paciente deve assinar um termo de consentimento para realização do exame.

Riscos: são pequenos se a colonoscopia é realizada por um profissional experiente. As possíveis complicações incluem: perfuração intestinal, sangramento, reações adversas à medicação sedativa (problemas respiratórios ou hipotensão), infecção, náusea, vômito e irritação retal causada por medicação oral que faz a limpeza intestinal.

Figura 1: Colonoscopia - Adenocarcinoma de sigmóide



Figura 2: Colonoscopia – Apendicite de coto apendicular



Figura 3: Colonoscopia – Cólon transverso normal



Figura 4: Colonoscopia – Divertículo de cólon direito



Figura 5: Colonoscopia - Doença de Crohn com estenose da anastomose íleo-cólica



Figura 6: Colonoscopia – Íleo normal



Figura 7: Colonoscopia - Imagem após ressecção de tumor viloso de reto



Figura 8: Colonoscopia – Pólipo de sigmóide



Figura 9: Colonoscopia - Tumor viloso recidivado de reto



Figura 10: Colonoscopia - Válvula ileocecal normal



Fonte: SPS Comunicação.

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Pesquisas traz novidades e esperança aos portadores de Leucemia.


Nova técnica desenvolvida no Hospital Infantil da Filadélfia e na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos traz esperança aos portadores de leucemia. Quase 90% dos pacientes, adultos e crianças, que foram submetidas ao tratamento experimental não apresentaram mais os sintomas do câncer.

A terapia celular personalizada foi testada em pacientes que não responderam ao tratamento convencional e nem ao transplante de medula óssea, e consiste na reprogramação do sistema imunológico dos pacientes com leucemia linfoblástica aguda (LLA).


Nos testes, as células T (que atacam a leucemia) foram configuradas com técnicas de bioengenharia, e 24 dos 27 pacientes (89%) apresentaram respostas completas no prazo de 28 dias após o tratamento.

Para os pesquisadores, os resultados servem como um marco importante para demonstrar o potencial da técnica em pacientes sem outras opções terapêuticas, incluindo aqueles que apresentam recaída após o transplante de medula.

Todos os pacientes envolvidos no estudo apresentavam LLA de alto risco, que havia retornado após o tratamento inicial ou que resistiu ao tratamento desde o início. Eles receberam células T chamadas células CTL019, que foram adaptadas por bioengenharia para se tornar o que os cientistas chamam de "células caçadoras".


Durante o acompanhamento, foram relatadas seis recaídas entre os 24 pacientes que tiveram respostas completas no início do tratamento com as células CTL019. No final, 18 dos 24 pacientes tiveram respostas completas em um seguimento médio de 2,6 meses após o tratamento.

Os pesquisadores continuam acompanhando os pacientes para avaliar a eficácia da técnica a longo prazo.

Técnicas desenvolvidas na pesquisa do genoma têm melhorado a capacidade de predizer as taxas de sucesso no tratamento de uma forma específica de leucemia, a leucemia mielóide aguda, e facilitado no desenvolvimento de novas terapias, segundo especialistas que participaram, neste mês, do Congresso da Associação Européia de Hematologia.


A leucemia mielóide aguda é o tipo mais comum de leucemia, atingindo cerca de 3,8 pessoas a cada 100 mil. 

A incidência da doença aumenta muito com a idade, passando para quase 18 casos por 100 mil em pessoas com mais de 65 anos. 

E a média de idade no diagnóstico é de 70 anos, para essa doença, que, se não for tratada, pode levar rapidamente à morte como resultado de infecções graves ou hemorragia.

Os especialistas reconhecem as anormalidades cromossômicas identificadas nas células com leucemia como o mais importante fator para predizer a resposta do paciente à quimioterapia e as taxas de cura. 

Para o especialista Hartmut Döhner, da Universidade de Ulm, na Alemanha "nos anos recentes, a identificação de alterações genéticas moleculares tem avançado bastante nossa (dos especialistas) compreensão de como a leucemia se desenvolve".

Com isso, as técnicas genômicas estão em evidência no diagnóstico e tratamento da leucemia mielóide aguda. 

"Ao tirar vantagem de novas técnicas genômicas, um grande número de mutações genéticas ou marcadores moleculares têm sido descobertos, o que agora nos permite desvendar a enorme heterogeneidade biológica e clínica da doença", disse o especialista, em release publicado no site da Associação Européia de Hematologia.

E, segundo Döhner, esses avanços têm um grande valor, principalmente para 40% dos casos de leucemia mielóide aguda que não apresentam anormalidades cromossômicas vivíveis nos microscópio. 

"Alguns marcadores têm valor preditivo, de forma que nos permite selecionar diferentes tipos de terapias".

"Finalmente, uma melhor compreensão das bases moleculares, agora, prepara o caminho para o desenvolvimento de novas terapias genéticas específicas e direcionadas a estes defeitos", completou Döhner.

Fonte: Congress of the European Hematology Association; News release. 

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Coração: Infarto Agudo do Miocárdio Parte I e II

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